A presença feminina na indústria brasileira vem crescendo, mas ocupar esse espaço ainda envolve desafios que vão além da formação profissional. Mulheres podem encontrar barreiras relacionadas à liderança, reconhecimento, conciliação entre trabalho e vida pessoal e antigos estereótipos sobre quais funções seriam consideradas “masculinas”.
Os números mostram que esse cenário está mudando. Segundo levantamento do Observatório Nacional da Indústria, da CNI, as mulheres ocupavam 39,1% dos cargos de liderança na indústria em 2023, diante de 35,7% em 2013. O mesmo estudo aponta que as mulheres que atuam no setor possuem, em média, mais anos de estudo que os homens, indicando que qualificação não explica sozinha as diferenças de participação e crescimento profissional.
Nesse contexto, discutir como é ser mulher na indústria também significa olhar para as empresas e para as condições que elas criam para que profissionais possam desenvolver seu trabalho com respeito, segurança e oportunidades.
Na GPM Brasil, essa discussão ganhou espaço dentro da própria firma durante o mês das mulheres.
Quais são os desafios para as mulheres na indústria?
A indústria historicamente concentrou uma parcela maior de trabalhadores homens, principalmente em áreas ligadas à produção, manutenção, operação e liderança.
Esse cenário vem mudando, mas a presença feminina não elimina automaticamente as barreiras existentes.
Dados do Observatório Nacional da Indústria mostram que, apesar do crescimento da participação das mulheres em posições de comando, os homens ainda ocupavam a maior parte desses postos na indústria brasileira em 2023.
Além da presença nos cargos, existem questões relacionadas à rotina profissional. Mulheres ainda podem precisar conciliar responsabilidades familiares e domésticas com a carreira. O IBGE já identificou diferenças relevantes na distribuição do trabalho doméstico e de cuidados entre homens e mulheres, fator que interfere na participação feminina no mercado de trabalho.
Por isso, construir um ambiente profissional respeitoso envolve mais do que contratar mulheres.
É preciso criar condições para que elas possam trabalhar, crescer, assumir responsabilidades e serem reconhecidas pelo próprio trabalho.
Como a GPM Brasil valoriza as mulheres que trabalham na empresa?
Em março, a GPM Brasil realizou a ação “Vamos Juntas”, criada para reconhecer as mulheres que fazem parte da equipe e abrir espaço para histórias que muitas vezes ficam fora das conversas do ambiente corporativo.
A iniciativa não ficou restrita ao dia 8 de março. Ao longo do mês, a empresa reuniu relatos de suas colaboradoras, que compartilharam experiências sobre trabalho, família, estudos, liderança e os desafios encontrados ao longo de suas trajetórias.
Essas histórias mostraram diferentes realidades.
Algumas mulheres conciliam carreira e maternidade. Outras estudam enquanto trabalham. Há também profissionais que ocupam posições de liderança e precisam lidar diariamente com as responsabilidades que acompanham essas funções.
São experiências diferentes, mas que possuem um ponto em comum: cada uma delas precisou construir seu próprio espaço profissional.
O que aconteceu no Dia das Mulheres na GPM Brasil?
No dia 12 de março, as colaboradoras participaram de uma manhã preparada especialmente para elas.
A programação contou com um coffee, uma carta preparada pela empresa e presentes personalizados, incluindo camisetas e ecobags.
Os objetos eram parte da celebração, mas a proposta principal estava no encontro.
O momento criou espaço para conversa, escuta e aproximação entre as mulheres que trabalham em diferentes áreas da GPM Brasil.
Durante a ação, a diretora comercial Marina Gonzales também compartilhou uma mensagem sobre união e apoio entre mulheres.
A ideia central foi abandonar a lógica de competição constante e incentivar uma relação baseada em empatia, acolhimento e colaboração.
A mensagem ganhou significado justamente porque partiu de uma mulher que ocupa uma posição de liderança dentro da empresa.
Por que a representatividade feminina importa dentro da indústria?
A presença de mulheres em diferentes funções amplia as experiências e perspectivas disponíveis dentro de uma organização.
Isso pode acontecer na produção, na área administrativa, na engenharia, na qualidade, no comercial, na gestão ou em qualquer outra frente da empresa.
A própria indústria brasileira vem tratando a participação feminina como uma questão relacionada ao desenvolvimento do setor. Em 2026, a CNI lançou o Programa de Liderança Feminina da Indústria, iniciativa voltada ao fortalecimento da presença de mulheres em posições de decisão, capacitação e empreendedorismo.
A mudança também aparece dentro das próprias empresas.
Quando uma profissional encontra espaço para desenvolver suas competências, assumir responsabilidades e participar de decisões, sua presença deixa de ser apenas uma questão de representatividade e passa a fazer parte da construção da organização.
Como criar um ambiente seguro para mulheres na indústria?
Um ambiente seguro precisa considerar tanto os riscos físicos da operação quanto as relações que acontecem diariamente entre as pessoas.
Em uma indústria, isso envolve medidas concretas de segurança ocupacional, mas também respeito no relacionamento profissional.
Alguns pontos são fundamentais:
- Políticas claras contra assédio e discriminação;
- Respeito entre equipes e lideranças;
- Canais para comunicação de situações inadequadas;
- Condições adequadas de segurança;
- Equipamentos de proteção compatíveis com cada atividade;
- Oportunidades de desenvolvimento profissional;
- Critérios claros para crescimento e liderança;
- Escuta ativa dos colaboradores;
- Respeito à vida pessoal e familiar;
- Ambiente em que profissionais possam apresentar ideias e dificuldades.
A segurança também precisa acompanhar a realidade de cada setor. Na GPM Brasil, as atividades industriais envolvem processos como shell molding, fundição, usinagem e montagem, além das áreas administrativas e comerciais. A empresa informa que seus processos seguem métodos de segurança e que os colaboradores são orientados a utilizar EPIs, respeitar áreas de risco, comunicar condições inseguras e participar de sugestões de melhoria junto à CIPA.
Como é trabalhar na GPM Brasil sendo mulher?
A experiência de cada profissional é individual, mas ações como o “Vamos Juntas” mostram uma iniciativa da empresa para reconhecer as mulheres que fazem parte de sua equipe e criar espaços de diálogo seguro.
Esse tipo de iniciativa também se conecta à própria missão institucional da GPM Brasil.
A empresa declara como parte de sua missão promover o crescimento pessoal e profissional dos colaboradores, estimulando criatividade e inovação. Entre seus valores estão confiança, segurança e respeito aos colaboradores.
Para um fabricante de equipamentos de combate a incêndio com mais de 20 anos de experiência, cuidar das pessoas que participam dessa operação faz parte de uma visão mais ampla sobre qualidade.
A GPM Brasil trabalha com processos industriais que exigem precisão, controle e responsabilidade. A qualidade dos equipamentos depende do trabalho de profissionais de diferentes áreas, e cada pessoa possui uma função dentro desse resultado.
Por isso, a empresa também precisa olhar para quem está por trás de cada processo.
O que a GPM Brasil busca construir para suas colaboradoras?
A GPM Brasil é referência na fabricação de equipamentos de combate a incêndio e atualmente é considerada maior fabricante do ramo. Ao mesmo tempo, sua comunicação institucional coloca colaboradores entre os públicos que devem receber confiança, segurança e respeito.
Esse posicionamento ganha sentido quando aparece em iniciativas internas.
O “Vamos Juntas” foi uma delas.
Ao ouvir histórias, reconhecer trajetórias e criar um momento de encontro entre as profissionais, a empresa abriu espaço para falar sobre questões que fazem parte da realidade de muitas mulheres dentro e fora da indústria.
O objetivo não termina em uma data comemorativa.
Construir um ambiente agradável e seguro exige atenção contínua às relações, às condições de trabalho e às oportunidades oferecidas às pessoas.
Para as mulheres que já fazem parte da GPM Brasil, isso significa encontrar espaço para serem ouvidas, respeitadas e reconhecidas pelo trabalho que realizam.
Para quem pesquisa como é trabalhar na GPM Brasil, essas iniciativas ajudam a mostrar como a empresa procura transformar seus valores em atitudes.
A ação realizada no Dia Internacional da Mulher resume bem o objetivo da firma quando se trata do público femino: criar um ambiente em que uma profissional possa crescer sem precisar caminhar sozinha.
Vamos juntas, meninas!





