O derivante é utilizado para dividir o fluxo de água de uma linha de combate a incêndio em duas ou mais saídas, permitindo alimentar diferentes linhas de mangueira a partir de uma única entrada. Em operações que exigem mais de uma frente de combate, esse componente facilita a distribuição da água e amplia as possibilidades de atuação da equipe.
Também conhecido como divisor de linha, o derivante trabalha conectado às mangueiras e demais componentes do sistema hidráulico. Sua configuração varia conforme a aplicação, principalmente em relação ao diâmetro da entrada, quantidade de saídas, conexões e capacidade de pressão.
Na linha da GPM Brasil, fabricante nacional referente de equipamentos de combate a incêndio, existem derivantes em latão com diferentes configurações, incluindo modelos com entrada de 2.1/2” e duas saídas de 1.1/2”, duas saídas de 2.1/2” ou três saídas de 1.1/2”.
Como funciona um derivante de incêndio?
A água chega ao equipamento pela entrada principal e é direcionada para as saídas disponíveis. Nos modelos equipados com válvulas independentes, cada ramificação pode ser aberta ou fechada conforme a necessidade da operação.
Esse funcionamento permite que uma única linha de alimentação abasteça diferentes linhas de combate. Em uma ocorrência, por exemplo, uma entrada de 2.1/2” pode alimentar duas linhas de 1.1/2”, desde que a configuração hidráulica tenha sido dimensionada para fornecer a vazão e a pressão necessárias.
O Corpo de Bombeiros de Goiás também utiliza a denominação divisor ou derivante para o equipamento destinado a dividir o fluxo proveniente de uma viatura, hidrante ou bomba para duas ou três mangueiras, normalmente com uma entrada de 2.1/2” e saídas de 1.1/2”.
Onde o derivante é utilizado?
A aplicação está relacionada a sistemas e operações que precisam distribuir uma linha de alimentação para diferentes frentes de combate.
Entre os usos estão:
- Sistemas com mangueiras de incêndio;
- Operações do Corpo de Bombeiros;
- Indústrias;
- Áreas com grandes dimensões;
- Treinamentos de combate a incêndio;
- Situações que exigem divisão de uma linha de combate.
A própria ficha técnica do GPM 21 indica aplicação em indústrias em geral, Corpo de Bombeiros e sistemas com mangueiras de incêndio.
Em uma operação de campo, a utilização de um derivante pode permitir que duas equipes trabalhem simultaneamente a partir de uma mesma linha de alimentação. A efetividade dessa configuração, porém, depende da capacidade hidráulica disponível e das características do sistema.
Derivante de 2 saídas ou 3 saídas
A quantidade de saídas deve acompanhar a estratégia de utilização do sistema.
Um derivante com duas saídas pode dividir uma linha principal em dois ramais. Já uma configuração com três saídas permite distribuir a alimentação para três linhas, desde que a instalação tenha capacidade para atender à demanda.
A linha da GPM possui três configurações principais:
| Modelo | Entrada | Saídas | Material |
|---|---|---|---|
| GPM 20 | 2.1/2” | 2 x 1.1/2” | Latão |
| GPM 21 | 2.1/2” | 2 x 2.1/2” | Latão |
| GPM 305 | 2.1/2” | 3 x 1.1/2” | Latão |
Essas configurações permitem selecionar o equipamento de acordo com o diâmetro das linhas que serão alimentadas.
Qual a diferença entre derivante e redução Storz?
Os dois componentes podem aparecer em uma mesma instalação, mas desempenham funções diferentes.
A redução Storz adapta uma conexão de determinado diâmetro para outra dimensão. Já o derivante divide uma linha em duas ou mais saídas.
Em termos práticos:
- Redução: altera o diâmetro da conexão.
- Derivante: divide o fluxo para diferentes linhas.
- Adaptador: permite compatibilizar padrões de conexão.
- União: realiza a conexão entre componentes ou mangueiras compatíveis.
Essa distinção é importante durante a especificação porque equipamentos visualmente semelhantes podem exercer funções completamente diferentes dentro da instalação.
O que considerar na escolha de um derivante?
A escolha deve partir das características hidráulicas e operacionais do sistema. O diâmetro da entrada e das saídas é apenas uma parte da especificação.
É necessário verificar:
- Diâmetro da entrada;
- Diâmetro e quantidade das saídas;
- Tipo de conexão;
- Pressão de trabalho;
- Pressão de teste;
- Material de fabricação;
- Compatibilidade com mangueiras e demais conexões;
- Aplicação prevista;
- Requisitos estabelecidos pelo projeto.
A capacidade da rede também precisa ser considerada. Ao abrir duas ou três linhas simultaneamente, a demanda hidráulica do conjunto muda. Por isso, simplesmente instalar um derivante com maior quantidade de saídas não significa que todas elas poderão operar simultaneamente com o desempenho necessário.
O dimensionamento deve considerar a vazão disponível, pressão de operação, perdas de carga e demais características do sistema.
Qual a pressão de trabalho de um derivante?
A pressão de trabalho varia conforme o modelo e deve ser consultada na ficha técnica do equipamento.
No GPM 21, por exemplo, a GPM Brasil especifica pressão de trabalho de 5 a 16 kgf/cm² e pressão de teste de 21 kgf/cm². O modelo possui entrada de 2.1/2” Storz, duas saídas de 2.1/2” Storz e corpo fabricado em latão com acabamento escovado.
Esses dados precisam ser compatíveis com as condições previstas para a instalação ou operação. A pressão nominal da rede, a vazão disponível e as características das mangueiras e conexões devem ser analisadas em conjunto.
Por que o material do derivante é importante?
O material influencia características mecânicas, resistência e durabilidade do componente.
Os derivantes da linha GPM são fabricados em latão, material utilizado em diferentes equipamentos hidráulicos de combate a incêndio produzidos pela empresa. Os modelos apresentados em seu site possui corpo em latão e acabamento escovado.
Para um componente submetido à pressão e utilizado em operações de emergência, a qualidade da fabricação precisa acompanhar a especificação técnica. Falhas em conexões, válvulas ou componentes hidráulicos podem comprometer o funcionamento da linha justamente no momento em que ela precisa estar disponível.
Derivante para mangueira de incêndio precisa seguir o projeto
O derivante faz parte de um conjunto hidráulico. Por isso, sua especificação não deve ser feita de maneira isolada.
A compatibilidade entre entrada, saídas, mangueiras, uniões, adaptadores, válvulas e demais componentes precisa ser verificada antes da instalação.
Também é necessário considerar as normas aplicáveis ao sistema e as exigências do projeto aprovado. A ABNT NBR 14349, por exemplo, aparece associada aos componentes de engate rápido Storz utilizados em sistemas de combate a incêndio. A especificação normativa deve ser conferida de acordo com o componente e sua aplicação.
GPM Brasil fabrica derivantes para sistemas de combate a incêndio
A GPM Brasil possui fabricação própria nacional e atua há mais de 20 anos no mercado de equipamentos de combate a incêndio. A linha de derivantes inclui os modelos GPM 20, GPM 21 e GPM 305, produzidos em latão e destinados a diferentes configurações de distribuição de água.
A fabricante é considerada a maior fabricante nacional de equipamentos de combate a incêndio de acordo com profissionais e especialistas do setor, com fabricação própria e controle de qualidade em todas as etapas. A GPM também informa que 100% dos equipamentos são testados antes do envio, peça por peça, e não apenas por amostragem.
Esse controle acompanha outros critérios importantes para quem especifica equipamentos para sistemas de proteção contra incêndio. A GPM possui certificações como ISO 9001, ISO 14001 e UL BR, oferece 12 meses de garantia, além de consultores técnicos e Engenharia de Projetos para auxiliar na especificação dos equipamentos.
Com fabricação nacional, experiência industrial e uma linha que reúne derivantes, válvulas, esguichos, uniões, canhões monitores e outros componentes, a GPM Brasil se tornou referência no mercado de equipamentos de combate a incêndio e uma das principais fabricantes brasileiras para projetos que exigem qualidade, controle de fabricação e suporte técnico.
Como escolher o derivante correto
A especificação deve considerar a configuração completa da linha de combate. O profissional responsável pelo projeto ou pela operação precisa verificar os diâmetros, conexões, pressão, vazão e quantidade de linhas que serão alimentadas.
Quando esses critérios são definidos corretamente, o derivante passa a cumprir sua função dentro do sistema sem criar incompatibilidades entre os componentes.
Ficou com alguma dúvida? Entre em contato e conte com nosso time de consultores técnicos e engenharia de projetos para ajudá-lo a escolher a melhor solução para você!


