Carros elétricos já fazem parte da rotina de cidades, estacionamentos, condomínios, aeroportos, centros logísticos e empresas que operam frotas.
Com essa mudança, surge uma questão que não pode ser deixada para depois: como agir quando um veículo elétrico sofre um incêndio?
O problema não está apenas nas chamas visíveis.
As baterias de íons de lítio armazenam grande quantidade de energia e, quando submetidas a determinadas condições, podem entrar em fuga térmica (thermal runaway). Nesse processo, a temperatura aumenta rapidamente e pode haver liberação de gases inflamáveis, propagação do calor entre células e dificuldade para interromper completamente a reação.
É por isso que uma ocorrência envolvendo uma bateria de lítio exige uma estratégia diferente daquela utilizada em um incêndio convencional.
E é nesse cenário que entram novas tecnologias de combate, como o agente encapsulador, associado a equipamentos preparados para uma resposta rápida.
Por que incêndios em baterias de íons de lítio são diferentes?
Uma bateria de íons de lítio é formada por diversas células que armazenam energia. Quando uma delas sofre danos, superaquecimento, curto-circuito ou outra condição crítica, pode ocorrer uma reação em cadeia.
A chamada fuga térmica pode elevar rapidamente a temperatura e provocar a propagação do problema para outras células.
O desafio está justamente aí. Mesmo quando as chamas aparentam estar controladas, o conjunto ainda pode permanecer aquecido e apresentar risco de uma nova ignição.
Por isso, a atuação não deve considerar apenas a chama que está sendo vista. O controle da temperatura da bateria é uma parte fundamental da ocorrência.
O que mudou com a Classe L?
Em 2026, a ISO 3941:2026 passou a incluir uma classificação específica para incêndios envolvendo baterias de íons de lítio. A nova edição substituiu a ISO 3941:2007 e acrescentou uma classificação para esse tipo de ocorrência, além de informações sobre os riscos associados às classes de incêndio.
A mudança acompanha uma realidade que já chegou às ruas: veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e outros equipamentos utilizam baterias capazes de concentrar grande quantidade de energia em espaços reduzidos.
Na prática, isso reforça a necessidade de preparação, treinamento e equipamentos adequados para lidar com esse tipo de emergência.
A água deixa de ser importante?
A água continua tendo um papel importante, principalmente no resfriamento.
O ponto é que ocorrências envolvendo baterias de íons de lítio podem exigir uma abordagem diferente, com atenção especial à redução da temperatura do conjunto e ao risco de reignição.
Em determinados cenários, a quantidade de água necessária e o tempo de aplicação podem ser elevados.
Por isso, além do recurso disponível, passa a ser importante considerar qual agente está sendo utilizado, como ele será aplicado e qual equipamento estará disponível para a operação.
É nesse contexto que agentes encapsuladores como o F-500 EA ganham espaço.
Como funciona o agente encapsulador?
O agente encapsulador foi desenvolvido para aplicações de combate e resfriamento.
Sua atuação combina características que vão além da simples aplicação de água. A formulação reduz a tensão superficial, favorecendo a penetração da solução no material em combustão, e atua no processo de absorção do calor.
O agente também trabalha sobre líquidos combustíveis e vapores inflamáveis por meio do encapsulamento.
Em ocorrências envolvendo baterias de íons de lítio, a proposta é contribuir para o resfriamento e controle térmico, reduzindo as condições que podem favorecer a continuidade ou a retomada do incêndio.
Por que a carreta F-500 EA faz diferença?
Ter o agente disponível é uma coisa.
Ter uma solução preparada para colocá-lo em operação é outra.
Foi a partir dessa necessidade que a GPM Brasil desenvolveu as Carretas para F-500 EA, disponíveis nas versões de 130 e 200 litros. Os modelos GPM 1004 e GPM 1005 fazem parte atualmente da linha de carretas para combate a incêndio da fabricante.
A solução reúne em um único conjunto os principais componentes necessários para a aplicação:
- Reservatório para o F-500 EA;
- Mangueira;
- Esguicho Beretta;
- Proporcionador;
- Sistema de aplicação;
- Estrutura móvel para deslocamento.
Dessa forma, o produto não fica limitado à função de armazenar o agente. A proposta é manter uma solução pronta para ser deslocada até o ponto de atendimento.
O proporcionador como um diferencial
Em uma operação de emergência, pequenos detalhes podem interferir no desempenho do conjunto.
Na carreta desenvolvida pela GPM Brasil, o proporcionador conta com válvula de retenção, evitando o refluxo da mistura para o recipiente do produto.
Esse recurso ajuda a preservar o sistema e evita que o líquido retorne de maneira indesejada durante a operação. Grandes profissionais da área do combate a incêndio destacaram a importância que esse pequeno detalhe faz.
É um exemplo de como a solução foi pensada não apenas para armazenar o F-500 EA, mas para integrar agente, equipamento e aplicação em um único sistema, de forma prática e eficiente.
Onde a Carreta F-500 EA pode ser utilizada?
A necessidade de preparação não está restrita às concessionárias.
Uma ocorrência envolvendo baterias pode representar um desafio para diferentes operações que já utilizam ou convivem com veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
Entre as aplicações da solução estão:
- Estacionamentos;
- Condomínios;
- Aeroportos;
- Centros logísticos;
- Indústrias;
- Terminais de combustíveis;
- Empresas com frotas elétricas;
- Concessionárias;
- Brigadas de emergência;
- Corpos de Bombeiros.
Em cada cenário, a especificação e a estratégia de utilização precisam considerar as características da instalação e os procedimentos adotados pela equipe responsável pela emergência.
E quando o incêndio acontece em um estacionamento?
Esse é um dos cenários que merece atenção.
Um veículo elétrico estacionado pode estar próximo de outros carros, estruturas, carregadores e equipamentos. Caso ocorra um incêndio, o problema deixa de estar restrito ao veículo atingido e passa a envolver também o entorno.
Por isso, a preparação precisa considerar contenção, resfriamento, afastamento e proteção das estruturas próximas.
A disponibilidade de uma solução móvel permite que o equipamento seja levado até o ponto de atendimento, em vez de depender de uma estrutura fixa em um único local.
Essa característica também torna a carreta interessante para operações que possuem diferentes áreas de risco dentro da mesma instalação.
Uma solução pensada para a resposta rápida
Durante uma emergência, equipamento parado não resolve o problema.
A Carreta F-500 EA foi desenvolvida justamente para facilitar o deslocamento do conjunto até o local da ocorrência.
O tanque é fabricado em PRFV (Plástico Reforçado com Fibra de Vidro), material utilizado pela resistência à corrosão provocada por intempéries, maresia e agentes químicos.
A estrutura também foi desenvolvida para facilitar a movimentação e permitir a operação por uma pessoa, de acordo com as condições da ocorrência.
Isso transforma o equipamento em uma solução móvel, preparada para ficar disponível onde a resposta for necessária.
Preparação e equipamentos
Incêndios envolvendo baterias de íons de lítio ainda representam um desafio relativamente novo para muitas equipes.
Por isso, equipamento e treinamento precisam caminhar juntos.
Conhecer o comportamento da bateria, identificar os riscos, entender o funcionamento dos equipamentos e definir previamente os procedimentos de emergência são etapas que fazem parte da preparação.
A tecnologia não substitui o treinamento.
Ela dá às equipes mais recursos para colocar o treinamento em prática quando a ocorrência acontece.
GPM Brasil: tecnologia nacional para uma nova geração de riscos
A GPM Brasil é referência no mercado de equipamentos de combate a incêndio, sendo a maior fabricante de equipamentos de combate a incêndio do Brasil.
A empresa possui fabricação nacional e trabalha com um portfólio que reúne equipamentos hidráulicos e soluções desenvolvidas para diferentes cenários de emergência. Atualmente, a fabricante apresenta sua linha como um conjunto de soluções completas para o segmento.
No caso do F-500 EA, a proposta vai além da comercialização do agente.
A GPM Brasil desenvolveu uma solução própria para armazenamento, transporte e aplicação, criando uma estrutura que coloca o produto em condição de uso quando necessário.
A preocupação com qualidade também aparece nos processos da empresa. A GPM Brasil possui certificações como ISO 9001, ISO 14001 e ULBR, apresentadas em sua página oficial de certificações.
A fabricante também trabalha com testes de todos os produtos, controle dos equipamentos antes da entrega e oferece 12 meses de garantia, reforçando a responsabilidade sobre aquilo que coloca no mercado.
Para uma empresa que atua diretamente com equipamentos de segurança contra incêndio, esse controle não é um detalhe comercial, mas sim parte do processo de fabricação.
O incêndio mudou. A preparação também precisa mudar.
A expansão dos veículos elétricos traz benefícios, novas tecnologias e também novos desafios para quem trabalha com segurança contra incêndio.
Baterias de íons de lítio exigem conhecimento sobre seu comportamento, treinamento das equipes e soluções compatíveis com as características desse tipo de ocorrência.
A Carreta F-500 EA da GPM Brasil foi desenvolvida para fazer parte dessa preparação, reunindo mobilidade, agente encapsulador e sistema de aplicação em uma única solução.
E não se esqueça de se manter preparado antes que as chamas apareçam.


