Os perigos por trás da prática de soltar balões
Ainda há quem associe a soltura de balões à diversão ou tradição. No entanto, a prática representa um sério risco à segurança pública e ao meio ambiente, podendo causar incêndios em áreas urbanas, vegetações, residências e instalações industriais.
Por esse motivo, fabricar, comercializar, transportar ou soltar balões capazes de provocar incêndios é considerado crime ambiental no Brasil, conforme a Lei N°9.605/1998.
A legislação estabelece pena de detenção de um a três anos, além de multa. Dependendo da gravidade da ocorrência, as duas penalidades podem ser aplicdas simultaneamente.
Como identificar um balão ilegal
É tido como balão ilegal todos aqueles que possuem chances de causar incêndios durante o voo ou após a queda.
Mas o que configura esse risco?
- Presença de dispositivos com fogo aceso para aquecer o ar interno
- Utilização de materiais inflamáveis em sua estrutura
- Transporte de fogos de artifício ou artefatos pirotécnicos
- Ausência de controle durante o voo, ficando à mercê da direção do vento
Ao avistar um balão com essas características, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do número de telefone 190.
Quais tipos de balões não configuram crime ambiental?
Nem todo tipo de balão é considerado ilegal.
Balões decorativos de festa, como bexigas infladas com ar comum ou gás hélio, não se enquadram na legislação ambiental. O mesmo vale para os que são tripulados, com piloto habilitado, autorização dos órgãos competentes e controle adequado do sistema de voo.
Balões meteorológicos, utilizados para pesquisas e monitoramento atmosférico também não são considerados crimes.
Simulado reforça preparação para incêndios causados por balões
Embora a lesgislação exista há décadas, a prática de soltar balões ainda acontece em diversas regiões do país. Os riscos gerados por essa atividade exigem preparo constante das equipes responsáveis pelo atendimento a emergências.
Com esse objetivo, foi realizado no dia 11 de junho um simulado de combate a incêndio causado por balões em tanques inflamáveis no centro de treinamento da PMS, em Ribeirão Pires (SP). A ação foi promovida pela COFIP ABC e pelo RAM Capuava, reunindo empresas e profissionais do setor para um treinamento prático de alta complexidade.
O exercício simulou uma situação crítica em que um balão atinge uma área com produtos inflamáveis, provocando um incêndio que exige resposta rápida, coordenação das equipes e utilização de equipamentos especializados para o controle das chamas.
GPM Brasil apoia operação com equipamentos de combate a incêndio
Entre as empresas participantes, a GPM Brasil contribuiu fornecendo equipamentos essenciais para a realização segura e eficiente do treinamento.
Foram disponibilizados canhões monitores, derivantes, válvulas e esguichos utilizados durante as atividades práticas, permitindo que os participantes reproduzissem procedimentos próximos aos adotados em ocorrências reais.
A participação da empresa de equipamentos para combate a incêndios reforça o compromisso da empresa com a prevenção, a capacitação técnica e o fortalecimento da cultura de segurança contra o fogo, contribuindo para que profissionais e organizações estejam cada vez mais preparados para responder a situações de emergência.
Conscientização, treinamento e equipamentos como parte fundamental
Apesar de ser considerada crime ambiental, a soltura de balões ainda representa uma ameaça real em diversas regiões do país. A conscientização da população, aliada ao treinamento constante das equipes de emergência e ao uso de equipamentos adequados, é fundamental para reduzir riscos e evitar tragédias.
Pensando nisso, a GPM Brasil estuda o mercado e trabalha para trazer melhorias e novidades para o setor, com o objetivo de proteger vidas com produtos de qualidade e confiança.




